Djoy Delgado, Dina Medina, Danilo Tavares, Grace Évora, Laise
Sanchez, Manu Soares e Johnny Fonseca voltaram em concerto,
revisitando três décadas de música e assinalando o início de uma nova
etapa para um dos grupos mais marcantes da música cabo-verdiana. A
banda prepara agora uma tour mundial, com concertos previstos para
Moçambique, Estados Unidos e Cabo Verde, ainda em 2026.
Em Roterdão, do primeiro ao último momento, o público acompanhou a
banda, cantando os temas que marcaram diferentes fases da sua carreira.
Durante mais de duas horas, com um alinhamento de 30 momentos
musicais, incluindo vários medleys, o concerto percorreu o repertório dos
Splash, num reencontro que juntou memórias, canções e gerações de fãs.
A energia vivida na Annabel refletiu a relação especial entre os Splash e o
seu público. Ao longo dos anos, cada um dos sete artistas construiu
também o seu próprio percurso e conquistou uma identidade reconhecida
junto dos fãs. Em Roterdão, essa ligação individual cruzou-se com a
memória coletiva da banda, tornando o concerto uma celebração tanto
das carreiras de cada artista como da história partilhada enquanto Splash.
O reencontro acontece no ano em que se assinalam 30 anos do
lançamento de Simplicidade, o primeiro álbum do grupo, editado em 1996.
A data reforça o significado deste regresso, que vai além da recuperação
de um repertório conhecido: representa a oportunidade de voltar a
celebrar uma obra que continua presente na memória musical cabo[1]verdiana e nas comunidades da diáspora.
De Roterdão para o mundo
A resposta do público na Annabel marca o arranque de uma nova fase para
os Splash. A tour mundial, produzida por Kings Productions (empresa de
Manuel da Silva, conhecido no mundo artístico como King), levará a banda
a Moçambique, aos Estados Unidos e a Cabo Verde ainda em 2026. Para
2027, estão já em perspetiva várias datas em capitais europeias, ampliando
o alcance deste reencontro e renovando a ligação do grupo às
comunidades cabo-verdianas e PALOP espalhadas pelo mundo.
Mais do que um regresso pontual, esta reunião dos Splash abre caminho a
novos encontros com os fãs e a uma nova oportunidade de celebrar o
legado musical de cada um dos seus membros.
A tour – data por data
Depois de Roterdão, na Holanda, cidade Natal da banda, os Splash viajam
da Europa central para a África Oriental.
Concerto em Moçambique é já
este próximo sábado, dia 24 de outubro, integrado na 9ª edição do evento
Nostalgia. Splash sobem ao palco ao lado de Yuri da Cunha (Angola),
Stuart Sukuma (Moçambique), entre outros artistas. Será a partir das 18
horas, em Maputo, no Campus da Universidade Eduardo Mondlane.
Seguem-se os Estados Unidos, dia 28 novembro, em Providence. Splash
atuam no The Strand – Ballroom & Theatre, pelas 21 horas.
Em dezembro, haverá datas a anunciar em Cabo Verde.
Os Splash são uma banda de músicos cabo-verdianos ligada à cena musical da
diáspora nos Países Baixos, concretamente da cidade de Roterdão. Ao longo
do seu percurso, construíram uma identidade sonora que cruza referências da
música cabo-verdiana com influências internacionais, conquistando públicos
dentro e fora do arquipélago e contribuindo para a expansão da música de
Cabo Verde no mundo.
Nesta tour, a banda é composta pelos seguintes membros: Djoy Delgado
(teclas), Dina Medina (voz), Danilo Tavares (baixo), Grace Évora (voz e bateria),
Laise Sanchez (voz), Manu Soares (teclas) e Johnny Fonseca (guitarra).
Outros elementos históricos da banda, mas não integrados nesta tour são:
Johnny Ramos, Anibel Fortes, Roberto Matias, Denis Graça, Milena Braga
Tavares e Jose Azancoth