A Guiné-Bissau continua sem data para divulgar os resultados do referendo constitucional de ontem, marcado pela chegada dos militares ao poder em novembro do ano passado.
Domingos Simões Pereira, líder da oposição guineense, afirma que os guineenses escreveram “uma das páginas mais bonitas da democracia”, transformando uma participação inferior a 5 por cento, num ato de resistência cívica. Diz que esta consulta popular não tinha legitimidade jurídica, nem técnica, jornalista Germano Campos:
Já o Porta-voz da Comissão Nacional de Eleições, Idrissa Djaló, garante que a participação no referendo superou os 50 por cento, e que tudo correu globalmente bem:
Plataformas políticas e civis, que reúnem mais de 50 organizações, descrevem o dia como boicote histórico e falam em fracasso total, contestando a legitimidade do processo. Como é o caso da API-Terra Ranka::
O Espaço de Concertação e a Frente Popular também elogiaram o que chamam de boicote histórico ao referendo de 30 de agosto.
Quanto a José Maria Neves, Presidente de Cabo Verde, que ontem participou em Luanda na Conferência da União Africana, disse que a reunião de Chefes de Estado e de Governo, não analisou a situação política na Guiné-Bissau:
Presidente cabo-verdiano a confirmar que não foi analisada ontem a situação na Guiné-Bissau., na reunião da União Africana.