Notícias África
19 mai, 2026, 08:06
Cabo Verde: PAICV proclama vitória nas legislativas com “maioria absoluta”
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19 mai, 2026, 08:06
Cabo Verde: PAICV proclama vitória nas legislativas com “maioria absoluta”
Foi renhida a votação. A incerteza manteve-se até perto das 23h00 de domingo quando a festa começou a ser feita em frente à sede do PAICV.
O presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde, Francisco Carvalho, disse que os cabo-verdianos falaram de forma “clara” ao darem “maioria absoluta” ao partido.
Francisco Carvalho afirmou que era a vitória para a qual a equipa trabalhou, com “um projeto construído a partir da necessidade dos cabo-verdianos”.
“Podem esperar de nós tudo o que prometemos, com exceção do que depender de alterações constitucionais, porque o Movimento para a Democracia (MpD) não vai colaborar quanto a isso”. Recordou promessas eleitorais-chave para executar: acesso gratuito à universidade pública, a cuidados saúde, viagens domésticas de barco a 500 escudos (4,53 euros) e de avião a 5.000 escudos (45,35 euros).
O PAICV vai governar “com responsabilidade e sentido de Estado, com enorme respeito pelo percurso que Cabo Verde tem feito e por todos os parceiros. Portugal tem sido um grande parceiro, seguramente vai continuar a ser e até, digo eu, vai ser ainda mais”, referiu.
Antes de Francisco Carvalho discursar, Ulisses Correia e Silva, presidente do MpD, já tinha reconhecido a derrota, anunciado a demissão da liderança do seu partido e felicitado o líder do PAICV.
O presidente do partido e primeiro-ministro cessante admitiu que os resultados das legislativas ficaram aquém das expectativas do partido.
A UCID, que conquistou 5, 1 por cento dos votos, também saiu derrotada destas eleições legislativas, ao eleger apenas dois deputados, metade da representação parlamentar que tinha na última legislatura.
O líder do partido João Santos Luis admite que a mensagem do partido não conseguiu passar junto do eleitorado.
Dados provisórios indicam que a UCID obteve cerca de 9.350 votos e elegeu dois deputados, ambos pelo círculo eleitoral de São vicente
Uma terceira reacção à noite eleitoral cabo-verdiana veio do presidente do Partido Popular que obteve 0,3% dos votos.
Amândio Vicente lamentou a continuidade do bipartidarismo em Cabo Verde e considerou que práticas como o alegado aliciamento de eleitores e a compra de votos acabaram por fragilizar a democracia e condicionar a liberdade de escolha dos cidadãos.
Já Jónica Brito, presidente do PTS – Partido Pessoas, Trabalho e Solidariedade, que obteve 1,7 por cento diz-se satisfeita com os resultados alcançados nas legislativas deste domingo, tendo em conta o pouco tempo de preparação do projeto político.
Especial Legislativas Cabo Verde também n’ “A Hora dos Ouvintes”
….E na entrevista RTP-África ao sociólogo Redy Lima
A partir da cidade da Praia partilha com o jornalista Frederico Pinheiro uma reflexão sobre o sistema democrático de Cabo Verde, sobre as eleições de ontem e sobre as prioridades que devem ser assumidas pelo futuro primeiro-ministro, Francisco Carvalho.