O maior partido da oposição em Cabo Verde, na sequência das declarações do ministro da Administração Interna sobre a operação Shark, contesta estas declarações mas também as publicações do primeiro-ministro nas redes sociais que, na sua interpretação, sugerem que processos foram «engavetados» durante a governação anterior.
O porta-voz do MpD, Celso Ribeiro, considera grave a afirmação do ministro de que o Governo não vai permitir que processos fiquem parados. Entende que essa posição revela uma tentativa de recuperar práticas de controlo político da Justiça.
O partido defende que o Executivo deve respeitar a autonomia da Polícia Judiciária e do Ministério Público. Celso Ribeiro desafia o Governo a apresentar às autoridades competentes provas de interferência política na investigação ou a retirar as insinuações.
Sem prejuízo da presunção de inocência, exige também explicações ao primeiro-ministro pela nomeação do presidente do Conselho de Administração do Hospital Agostinho Neto, um dos detidos.