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Imagem de Miss Alienação     
África em Destaque 25 nov, 2025, 09:52

Miss Alienação    

Imagem de Miss Alienação     
África em Destaque 25 nov, 2025, 09:52

Miss Alienação    

Na semana passada, foi realizada a septuagésima quarta edição do concurso Miss Universo. Cabo Verde esteve presente pela primeira vez, representado por Prissy Gomes – uma cabo-verdiana nascida no Tarrafal de Santiago e residente em Paris. 

Gomes já cumpriu um percurso sólido no circuito: foi coroada Miss Cabo Verde em 2017, e representou o país em diversos concursos internacionais desde então. Mas desta vez, a sua actuação no Miss universo 2025 gerou uma forte polémica, que dividiu os internautas cabo-verdianos.  

O pomo primordial da discórdia foi o seu péssimo domínio da língua Cabo-verdiana – o que, segundo muitos, torna-a incompetente para representar adequadamente as gentes e a cultura do nosso país.   

Contrariamente, numerosas vozes – da Diáspora e não só – afirmaram a legitimidade de Gomes para representar Cabo Verde; e citaram o exemplo da nossa recente qualificação para o Mundial da Fifa – conseguida com uma seleção que integra vários jogadores da diáspora, por vezes nascidos e criados no estrangeiro.  

Em primeiro lugar, é falacioso comparar uma conquista atlética coletiva da dimensão do Mundial, estribada no esforço e na perícia – a um evento que reduz mulheres ao papel de animais de exposição.  

Em segundo lugar, é verdadeiramente impressionante que cidadãos supostamente esclarecidos acreditem que o palco da Miss Universo é um canal legitimo para a divulgação da cultura cabo-verdiana – seja quem for a nossa representante. 

As misses  não sobem ao palco para nos impressionar com o seu intelecto; para que apostemos na sua capacidade de criar dinâmicas de transformação  – como dizem tantas vezes. O que esperamos das concorrentes num concurso de beleza é tão somente uma demonstração de conformidade canina a um sistema estético e ideológico. 

Infelizmente, apesar da ideologia de género MEDONHA que sustenta os concursos de beleza, estes subsistem imperturbáveis pelo mundo inteiro.  

Os Cabo-verdianos, em particular, fartam-se de falar do empoderamento feminino e lamentar a coisificação da mulher; mas contraditoriamente, o fascínio por este tipo de evento atravessa todos os segmentos da sociedade.  

Em 2019 Cabo Verde celebrou loucamente quando uma sul-africana negra de cabelo crespo foi coroada miss Universo. Certamente por acreditarem que o triunfo de uma negra – numa das competições mais representativas da misoginia do Patriarcado Ocidental – apagaria a injustiça racial que continua a imperar pelo mundo inteiro. 

Ao invés de direcionar a sua energia para os fóruns institucionais e comunitários onde o destino da mulher Cabo-verdiana é verdadeiramente decidido, o povo das redes prefere focar-se em eventos estrangeiros; produzidos por uma ideologia radicalmente machista; onde os únicos standards verdadeiramente exigentes referem-se a medidas de cintura e ancas.  

 É este entendimento superficial de questões políticas fundamentais – como a construção de género – que mantém a maioria dos cidadãos nas democracias contemporâneas presa a sistemas de governação destrutivos para a sua própria sobrevivência. 

Imagem de Opinião de...Rosário Luz (Cabo Verde),

Opinião de...Rosário Luz (Cabo Verde),

"Miss Alienação"

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