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Imagem de Ufa! 4 521 medalhas depois, chegam ao fim as ‘condecorações’ da independência de Angola
África em Destaque 6 nov, 2025, 10:38

Ufa! 4 521 medalhas depois, chegam ao fim as ‘condecorações’ da independência de Angola

Imagem de Ufa! 4 521 medalhas depois, chegam ao fim as ‘condecorações’ da independência de Angola
África em Destaque 6 nov, 2025, 10:38

Ufa! 4 521 medalhas depois, chegam ao fim as ‘condecorações’ da independência de Angola

Terminam hoje as cerimónias de outorga das medalhas comemorativas dos 50 anos de independência de Angola. Só hoje serão medalhadas 188 personalidades, mas no total as medalhas contemplam 4.521 personalidades. Enfim, em rigor, não são 4.521 personalidades, são 4.521 medalhas, mas são 4.519 personalidades porque Agostinho Neto e José Eduardo Santos vão receber duas medalhas.

As medalhas comemorativas são divididas em três classes. Uma classe de honra, onde são medalhados Chefes de Estado e de Governo de Angola ou estrangeiros e outros altos dignatários. Esta classe basicamente foi criada para excluir Jonas Malheiros Savimbi, líder da Unita, que lutou pela independência, e também Álvaro Holden Roberto, líder da FNLA, outro partido, o segundo partido, além do terceiro MPLA, que lutaram pela independência.

Portanto, esta classe foi criada para que Savimbi e Holden Roberto fossem excluídos, porque eles não foram chefes de Estado nem de Governo e eles também não são considerados altos dignatários.

Depois há uma segunda classe, que é a classe de independência, que como o próprio nome indica são pessoas que lutaram pela independência, personalidades nacionais ou estrangeiras.
E finalmente há uma classe de paz e desenvolvimento, que também são personalidades, angolanos ou estrangeiros, que lutaram pela preservação da paz e pelo desenvolvimento económico e social de Angola.

Estas medalhas merecem dois ou três comentários.

O primeiro é que para já não se tratam de condecorações, muitas vezes são apresentadas como condecorações, mas a lei é clara, são medalhas comemorativas, não são condecorados, embora também a lei às vezes fale em condecorados, mas não, são medalhas comemorativas, não são condecorações, o que faz toda a diferença.

A segunda é a banalização destas medalhas, quer dizer, atribuir medalhas a 4.519 personalidades parece-me um exagero, a tal ponto que o difícil agora é quase não encontrar uma pessoa que não tenha sido medalhada ou condecorada, como se diz.

Finalmente, queria destacar o lugar subalterno que foi atribuído a Jonas Malheiros Savimbi, líder da UNITA, e a Holden Roberto, líder da FNLA. Isto a ponto de se atribuírem duas medalhas a Agostinho Neto e duas medalhas a José Eduardo dos Santos. Se estão na classe honra, e a classe honra “medalha” personalidades, Chefes de Estado e de Governo e altos dignatários que lutaram pela independência, mas também pela paz, não se entende como é que depois José Eduardo dos Santos e Agostinho Neto aparecem também como medalhados pela independência.

Houve aqui uma intenção clara de privilegiar o MPLA e as personalidades do MPLA, aliás, na própria lista de condecorados, 4.519 personalidades, proliferam pessoas do MPLA em prejuízo da UNITA e da FNLA.

Portanto, estas medalhas são claramente as medalhas de comemoração da vitória do MPLA e não uma coisa que una todos os angolanos. Pelo menos é essa a minha opinião, mais uma oportunidade perdida para lutar pela reconciliação nacional, que de facto não existe além das armas terem calado.

Imagem de Opinião de...Carlos Rosado de Carvalho (Angola),

Opinião de...Carlos Rosado de Carvalho (Angola),

"Ufa! 4 521 medalhas depois, chegam ao fim as 'condecorações' da independência de Angola"

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